Viajar em meio a temperaturas congelantes pode ser desafiador, porém é igualmente encantador quando o destino revela paisagens únicas cobertas de neve e auroras boreais cintilantes. O frio extremo, em muitos casos, é o protagonista que transforma esses lugares em verdadeiros espetáculos naturais.Dos confins da Sibéria às geleiras da Antártica, destinos inóspitos revelam climas tão intensos que colocar o pé fora de casa pode ser um risco. Ainda assim, culturas florescem, turistas exploram e recordações geladas se tornam inesquecíveis.
O que você vai ler neste artigo:
O frio extremo da Terra: onde ele se manifesta
As regiões mais afetadas pelas temperaturas extremas estão, em sua maioria, localizadas nos polos e em áreas de grande altitude. Essas características geográficas contribuem para baixíssimas incidências de radiação solar direta, ocasionando climas extremamente gelados.Embora o frio intenso seja geralmente associado à Antártida, existem outros lugares habitados que desafiam os limites do corpo humano e da convivência diária com o entorno congelante.
Como as temperaturas chegam a níveis tão baixos?
Existem vários fatores que justificam as temperaturas extremas:
- Latitude elevada: locais próximos aos polos recebem pouca luz solar.
- Altitude: locais em grandes altitudes apresentam ar rarefeito e menor retenção de calor.
- Cobertura de gelo e neve: refletem a luz solar, impedindo o aquecimento do solo.
- Ausência de oceanos próximos: mares ajudam a regular a temperatura. Em locais continentais, a variação térmica é maior.
Destinos que desafiam o limite do termômetro
Oymyakon, Rússia

Reconhecida oficialmente como o lugar habitado mais frio do planeta, Oymyakon está localizada na Sibéria, dentro da república de Sacha. Já atingiu a assustadora marca de –71,2ºC em 1924. Com cerca de 500 habitantes, os moradores vivem com sistemas de aquecimento próprios, roupas térmicas potentes e automóveis adaptados para continuar funcionando mesmo com o motor congelando instantaneamente.Apesar das condições extremas, a vila atrai turistas corajosos em busca de selfies no “Pólo do Frio” e da experiência de desafiar os limites físicos em um dos ambientes mais hostis do planeta.
Antártica

Terra inabitada permanentemente, a Antártica abriga apenas estações de pesquisa científica. Foi nesse continente que os instrumentos registraram a menor temperatura da Terra: –89,2ºC em Vostok Station, em 1983. Estudos posteriores indicam que áreas do planalto antártico já atingiram temperaturas estimadas em –100ºC, embora não oficialmente registradas por estações fixas.É um local onde se pode observar a natureza em sua forma mais selvagem e intocada, com blocos de gelo gigantes, colônias de pinguins e um silêncio cortante.
Barrow (Utqiagvik), Alasca

No norte do Alasca, Barrow — hoje oficialmente chamada Utqiagvik — é uma cidade onde o inverno é tão rigoroso que o Sol desaparece por quase dois meses. As temperaturas frequentemente giram em torno de –30ºC, mas os ventos constantes tornam a sensação térmica ainda mais baixa.Apesar do isolamento e do clima extremo, a cultura inuíte segue viva nessa região, com práticas ancestrais de caça, pesca e celebrações tradicionais.
Verkhoyansk, Rússia

Perto de Oymyakon, a cidade de Verkhoyansk disputa com ela o título de local habitado mais frio do mundo. As temperaturas médias em janeiro são de –50ºC, mas já foram registrados –67,8ºC como temperatura mínima histórica.Curiosamente, Verkhoyansk também pode chegar a impressionantes 30ºC positivos durante o verão, sendo exemplo clássico de ambiente com a maior amplitude térmica da Terra.
Outros destinos congelantes que merecem destaque
Mongólia — Ulan Bator

A capital Ulan Bator é frequentemente classificada como a capital mais fria do mundo. Durante os meses de inverno, a cidade chega a registrar –40ºC. Esse frio combinado com os ventos das estepes transforma a paisagem árida em imensos campos de gelo.A população convive com o frio extremo desde os tempos do império Mongol, utilizando tendas chamadas “yurts”, que ajudam a reter o calor mesmo nas noites mais rigorosas.
Groenlândia

A Groenlândia é coberta em quase sua totalidade por uma gigantesca calota de gelo. Durante o inverno ártico, as temperaturas ultrapassam a casa dos –60ºC nas zonas centrais.As regiões habitadas, como Nuuk e Ilulissat, registram temperaturas ligeiramente mais amenas, mas ainda abaixo de zero por longos meses. O turismo cresceu na região, impulsionado pelas trilhas de trenós puxados por cães, icebergs monumentais e a aurora boreal.
Cazaquistão — Astana
A capital cazaque, atualmente chamada de Astana, aparece como uma das capitais mais frias do planeta. Em alguns invernos, a temperatura afunda para –35ºC. Por conta disso, a arquitetura da cidade é moderna e projetada para suportar os invernos rigorosos, com passagens subterrâneas aquecidas conectando diferentes trechos urbanos.
Impactos destas temperaturas extremas na vida cotidiana
Viver em regiões de frio extremo requer adaptações profundas que vão de roupas a hábitos do dia a dia. A seguir estão algumas formas com que a população desses lugares sobrevive ao clima congelante:
- Uso constante de roupas térmicas e camadas sobrepostas.
- Construções com revestimento térmico e sistemas de calefação.
- Armazenamento de alimentos de forma estratégica, já que saídas frequentes à rua se tornam inviáveis.
- Veículos com motores aquecidos e mantenedores de temperatura nos pneus para não congelar.
Temperaturas extremas: comparativo mundial
| Localidade | País | Menor Temperatura Registrada | Observações |
| Vostok Station | Antártica | –89,2°C | Não habitada permanentemente |
| Oymyakon | Rússia | –71,2°C | Cidade habitada mais fria do mundo |
| Verkhoyansk | Rússia | –67,8°C | Forte variação térmica no verão |
| Snag (Yukon) | Canadá | –63,0°C | Vila isolada com registros extremos |
| Barrow (Utqiagvik) | EUA (Alasca) | –56,0°C | Não vê o sol por até 65 dias no inverno |
| Astana | Cazaquistão | –35,0°C | Capital nacional gelada e moderna |
| Ulan Bator | Mongólia | –40,0°C | Capital mundial mais fria |
Enfrente o frio com planejamento
Ao decidir visitar regiões com frio intenso, é fundamental contar com a orientação de agências especializadas, contratar um seguro viagem completo, e investir em trajes próprios para temperaturas negativas. Essa precaução garante segurança em caso de emergências médicas e problemas climáticos inesperados.Além disso, conhecer o clima do destino e aprender com os hábitos dos habitantes locais pode tornar a experiência ainda mais proveitosa e enriquecedora.Explorar os locais mais frios da Terra vai além de suportar as baixas temperaturas. Envolve se maravilhar com paisagens intocadas, vivenciar culturas resilientes e desafiar seus próprios limites diante da grandeza natural do planeta. Para os viajantes apaixonados por aventura, frio é apenas mais uma camada de beleza.
Perguntas frequentes
Os lugares mais frios do mundo incluem regiões como a Antártida, Sibéria (Rússia), Alasca (EUA), Groelândia, Mongólia e Canadá. Esses destinos são marcados por clima extremo, com temperaturas negativas que, em alguns casos, ultrapassam os -60 °C. Oymyakon, na Rússia, é a cidade habitada mais fria do planeta.
A menor temperatura já registrada na Terra foi de cerca de -100 °C, medida no Platô Antártico Oriental, uma região do interior da Antártida situada a mais de 3.800 metros de altitude. Esse local é praticamente inabitado e caracterizado por um dos ambientes mais extremos do planeta.
Sim, muitos dos lugares frios mais extremos estão abertos ao turismo, como a Finlândia, Noruega, Canadá e Alasca. Já destinos como a Antártida exigem expedições organizadas para acesso, devido à sua localização remota e condições climáticas severas. É essencial estar bem preparado com equipamentos específicos e seguro viagem adequado.
Em lugares frios como Oymyakon, na Rússia, a vida é desafiadora. As casas são equipadas com aquecedores potentes, os veículos precisam de tecnologias que impeçam o congelamento do motor e a rotina é adaptada ao clima extremo. A infraestrutura local é toda projetada para suportar as temperaturas baixíssimas constantes.
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